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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

09
Mar22

Pintar o cabelo em casa - passo a passo

Mónica Lice

Pintar o cabelo em casa.png

 

Por aqui, há muito que o cabelos brancos me começaram a aparecer. As causas? A idade, claro, e a hereditariedade - um fator que pesa bastante nas nossas características capilares.

 

Nada, porém, que a coloração não resolva. E, por aqui, já fiz e faço com regularidade coloração no salão, mas estou cada vez mais fã da coloração em casa, feita por mim, de forma confortável e rápida, sem cheiro ou desconfortos na cabeça.

 

Nos tempos de universidade, cheguei a pintar o cabelo por diversão, com as tintas tom sobre tom, que iam saindo com a lavagem.

 

Mais tarde, durante a primeira gravidez, numa altura em que tinha o cabelo de 3 cores e queria disfarçar o efeito do crescimento, optei por fazer em casa uma coloração permanente natural, que exigiu algum esforço e técnica, e que acabou por correr bem.

 

Agora, tenho recorrido cada vez mais à coloração permanente natural em casa, pelo facto de preferir produtos naturais, sem amoníaco e sem qualquer cheiro. No salão, é complicado encontrar isso - e o que me acontece é acabar por optar sempre pelo tom sobre tom, no cabeleireiro, que tem pouco poder de fixação e começa a sair em poucas semanas.

 

Já em casa, consigo fazer coloração natural permanente, que, no meu caso, aguenta um a dois meses (nos cabelos encaracolado nota-se menos os brancos - e como tenho 1,80m, são poucas as pessoas que conseguem ver bem o que se passa por cima da minha cabeça). 

 

E noto que a coloração, por ser natural, deixa o meu cabelo mais bonito. Durante a aplicação, não noto qualquer desconforto ou cheiro estranho e consigo ainda, durante o tempo de pose do produto, trabalhar ou adiantar coisas. Perfeito, por isso!

 

Para ajudar quem está a pensar começar a pintar o cabelo em casa, ou pretende fazê-lo uma única vez, só por diversão, partilho por aqui alguns das dicas que coloquei em prática na altura, e que devem ter em conta, se estão a pensar pintar o vosso cabelo em casa...

 

1. Avaliar as necessidades do cabelo

Antes de escolher a tinta, analise o estado do seu cabelo e faça um balanço da vida do mesmo. 

É importante responder a certas questões, de modo a perceber qual a coloração mais adequada ao seu tipo de cabelo:

Já pintei? Que tintas uso ou usei? O cabelo é virgem? Sofre tratamentos químicos com frequência, como alisamentos, por exemplo? Uso a placa diariamente? Seco sempre ao ar livre? Prefiro produtos naturais? O amoníaco é um problema? Tenho alguns cabelos brancos? Tenho muitos cabelos brancos? Quero uma solução temporária ou permanente? 

Consoante as respostas, diferentes serão as soluções para o seu cabelo. Assim...

Cabelos brancos - colorações permanentes, que permitam tapar os brancos, como a ColorSilk da Revlon (a tinta n.º 1 de supermercado nos EUA).

Cabelos virgens - colorações mais suaves, de preferência que saiam com as lavagens (como as tintas tom sobre tom).

Cabelos fragilizados - tintas mais naturais, sem amoníaco, como a Lazartigue ou a Phyto Color, que tem pigmentos com uma elevada percentagem de naturalidade, ou a Garnier Olia, não tão natural, mas que possui óleo na sua composição, para potenciar a cor e garantir uma maior hidratação do cabelo.

Quer apenas brilho no cabelo - tom sobre tom (como a L'Oréal Professionnel Dia Richesse).

Quer algo temporário - tom sobre tom, que saia com as lavagens (como a L'Oréal Professionnel Dia Richesse).

 

2. Qual a melhor cor para mim? (decifrar os números)

Na altura de escolher a melhor cor para si, esqueça a modelo que está na caixa e foque-se no que pretende para si e para o seu cabelo. Aprenda também a identificar o que significam os números nas caixas, descobrindo qual o melhor número para si.

Esses números correspondem, não apenas à tonalidade da tinta, mas também aos reflexos e à nuance.

Para ter uma ideia, deixo-lhe a escala internacional, criada para representar as cores base das tonalidades, que vão desde o 1 (que corresponde ao preto) até ao 10 (um loiro ultra claro):

Preto absoluto – 1
Preto natural – 2
Castanho escuro – 3
Castanho médio – 4
Castanho claro – 5
Louro escuro – 6
Louro médio – 7
Louro claro – 8
Louro muito claro – 9
Louro claríssimo - 10

 

Posto isto, já devem ter reparado que a seguir a estes números, há outros, a seguir ao ponto. Esses números seguintes correspondem às nuances/reflexos da cor (por norma, dois diversos, que se combinam com a tonalidade base):

 

Reflexo Cinza – 1
Reflexo Irisado ou Mate – 2
Reflexo Dourado – 3
Reflexo Acobreado – 4
Reflexo Acaju – 5
Reflexo Vermelho – 6
Reflexo Castanho ou chocolate – 7
Reflexo Azul - 8
Reflexo Verde/Mate (ou Violeta em algumas marcas) – 9

 

Repetir o número da nuance significa o quê?

Pegando num exemplo, para ser mais claro - imaginem que vou fazer em casa a coloração natural da Phyto Color, que é o 4.77 - logo, é um castanho médio com reflexos castanhos.

Assim, o facto do 7 se repetir, significa que o reflexo é mais intenso. E isso é aplicável a qualquer reflexo.

 

Posto isto, penso que é mais ou menos evidente que os cabelos com uma grande percentagem de brancos (40% ou mais) resultam melhor com tintas com numeração única ou terminada em 0 do que aquelas que têm reflexos/nuances. Isto porque não são tintas tão concentradas e o resultado pode não ser o mais bonito.

 

3. Ler as instruções de uso do princípio ao fim

Depois de escolhida a sua tinta (de acordo com as necessidades e o tom do cabelo), e antes de passar à ação, é importante dedicar algum tempo à leitura das instruções.

Não caia no erro de ir lendo durante o processo. Deve ler tudo bem antes, para ir antevendo as necessidades e estar bem preparada para o que vai fazer.

Leia também com atenção os tempos de pose e todas as eventuais contra-indicações do produto.

Acredite que parte do sucesso da coloração dependerá deste passo.

 

4. Teste de alergia

Praticamente todas as colorações recomendam que faça o teste de alergia cutânea/sensibilidade 48 horas antes de proceder à coloração.

Saltar este passo é irresponsável e não deve ser feito. 

Assim, deve sempre testar o creme colorante na zona atrás da orelha ou na parte interna do cotovelo, recorrendo a um cotonete para o efeito. Basta uma quantidade muito pequena do produto para perceber se a sua pele é sensível ao mesmo ou não. 

 

5. Cuidados gerais a ter

O teste de alergia é muito importante, mas há outros pontos que não deve desconsiderar.

Assim, se estiver com erupções cutâneas no rosto ou se o seu couro cabelo apresentar especial sensibilidade ou irritação, não é boa ideia avançar com a coloração.

Também se recomenda cuidado acrescido quando, no passado, já se teve reações alérgicas a certas tintas de cabelo ou até, a tatuagens temporárias, feitas com hena.

 

6. Quantas embalagens de tinta necessito?

Ok, já escolheu a tinta. E já comprou ou vai comprar?

É que antes de comprar ou encomendar o que quer que seja, é importante analisar a sua massa capilar e o comprimento do seu cabelo.

Assim, se tiver um cabelo longo e particularmente denso, como o meu, é bem possível que necessite de 2 embalagens, em vez de uma.

No entanto, quando se tratam de cabelos já pintados, onde se pretende apenas pintar as raízes, bastará cobrir estas, e, no final, estender a tinta para o crescimento, de forma subtil, pelo que uma embalagem será suficiente (neste caso, escolher uma cor muito próxima da nossa é fundamental).

 

7. Só lavar depois

A maior parte das colorações só funciona em cabelos secos.

Por isso, não o lave antes e não se preocupe até se tem o cabelo sujo. Acredite que até é melhor assim, porque a oleosidade do cabelo vai conferir uma espécie de película protetora a cada fio capilar, acabando por protegê-lo mais eficazmente de eventuais irritações, provocadas pela tinta.

 

8. Proteger a pele

Para evitar agressões na pele e manchas de tinta, difíceis de retirar, é boa ideia encher a pele à volta do couro cabeludo de um creme gordo ou de vaselina. 

E muito cuidado com as orelhas, onde, muitas vezes, as manchas da coloração se instalam e demoram tempo a sair.

 

9. Pente de plástico e cabelo dividido

Há dicas e acessórios que ajudam bastante na altura da aplicação. Um pente de plástico, que permita uma boa divisão da massa capilar em 4, permitindo que a coloração seja feita por todo o lado, é fundamental.

Não se esqueça de pentear bem antes o cabelo, para que a separação, no momento da aplicação da tinta, se faça eficazmente.

A aplicação mais eficaz do produto pode ser feita com os dedos (sempre bem protegidos com as luvas) ou com um pincel.

 

10. Reforce os brancos

Os cabelos brancos devem merecer uma atenção especial da nossa parte na altura de pintar. Por isso, reforce a aplicação de produtos sobre os mesmos, de modo a que, no final, fiquem todos bem cobertos e pintados.

 

11. Conte bem o tempo

Neste campo, siga as instruções da embalagem e não deixe nem mais nem menos tempo do que o indicado.

Deixar mais tempo, à espera de melhor resultados, não é boa ideia, porque se pode traduzir numa maior sensibilização do couro cabeludo, para além de poder comprometer o resultado final da coloração.

 

12. Cuidar depois

Coloração feita, lave BEM o cabelo. A água da lavagem tem que sair transparente (sobretudos nas colorações permanentes), pelo que não poupa na água neste passo. E, se for necessário, lave duas vezes com champô (use sempre um específico como o Phyto Color Champô Protetor da Cor ou o Apivita Champô Protetor de Cor).

Privilegie produtos específicos para cabelos pintados, que vão ajudar a que a tinta se fixe por mais tempo e não desvaneça tão rapidamente. Neste campo, sou absolutamente fã do Phytomillesime Color Lock Pré-Champô Fixador de Cor (para usar antes da lavagem) e do Redken Color Extend Chemistry Shot Phase Creme - um creme intensivo, que protege a cor e a maximiza.

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