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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

11
Set17

Maternidade Alfredo da Costa

Mónica Lice

Cresci num meio onde os filhos nasciam e nascem "no" hospital. Na Terceira, não há hospitais privados e todos nascem, à partida, no hospital público - a não ser que venham de helicóptero de urgência de outra ilha e tenham que nascer de emergência no ar (o que já aconteceu)...

 

Por isso mesmo, quando pensei em ser mãe, nunca coloquei a hipótese de ir para uma clínica privada. Acredito no serviço nacional de saúde e acho que é algo que, felizmente, vai funcionando bem em Portugal (sobretudo quando falo com amigas ou familiares de outros países, ou me lembro do que vi na "maternidade" do principal hospital de Bissau).

 

Foi, por isso, que coloquei a Maternidade Alfredo da Costa na primeira linha de hipóteses aquando do nascimento da Laura e a mantive no nascimento da Emília.

 

E, tal como da primeira vez, senti, desde o início, que estava acompanhada pelos melhores, nas melhores e mais experientes mãos, e, de facto, num cenário diferente do parto da Laura (que foi induzido e bem mais demorado), tive com a Emília uma experiência ainda mais serena e igualmente muito feliz.

 

Quando me falam da falta de conforto do espaço, do facto do pai não estar lá sempre connosco, dos quartos partilhados, só posso dizer que tudo isso é um pouco irrelevante quando o interesse principal em causa é o da bebé.

 

De facto, nunca procurei o conforto de um hotel. Acabei de parir e estou a adaptar-me a um novo ser vivo, totalmente dependente de mim. Não dormi grande coisa, não pelo barulho à minha volta (que era até bem pouco) ou pelo colchão da cama, mas porque nos estávamos a adaptar, eu a ela, e ela ao mundo exterior, com todas as luzes, cheiros, sons, frios e calores que isso implica...

 

Mesmo que o meu marido pudesse passar a noite connosco, eu não quereria que tal acontecesse. Tínhamos a Laura em casa a precisar de atenção e mimo, e ele precisava de descansar. Mas, mais do que isso, acho que aquelas duas noites a duas é como que uma primeira prova às nossas capacidades de mãe, que ajudam a testar se somos mesmo capazes, preparando-nos para o que ainda está para vir... 

 

Quanto aos quartos partilhados, acreditem que é uma segurança saber que está alguém ao nosso lado que pode dar um olhinho ao bebé quando vamos tomar banho ou nos demoramos um pouco mais na casa de banho. Isto já sem mencionar eventuais problemas que possamos ter à noite (para terem uma ideia, uma rapariga que entrou antes de mim, na noite anterior escorregou e foi a colega da cama ao lado que chamou as enfermeiras, enfermeiras essas que passaram o resto da noite com a bebé em causa, de forma a que a mãe pudesse descansar).

 

Feitas as contas, e pesando os prós e os contras, ganham, para mim, os prós, tendo em conta que é na MAC que se encontram alguns dos melhores meios para assistir ao bebé e responder em caso de problemas complicados de saúde que possam acontecer.

 

Felizmente que, no nosso caso, esses meios não foram necessários, mas tranquilizou-me saber que estávamos nas melhores mãos possíveis e, ainda por cima, bem perto de casa.

 

Por isso mesmo, e numa altura em que se ouve e lê coisas menos felizes em relação à MAC, aqui fica o meu pequeno contributo, em jeito de agradecimento, a todas os profissionais com quem me cruzei nesta Maternidade.

 

Desde a Dra Alice Cabugueira (a obstetra que nos acompanhou e que estará sempre no meu coração), até à Dra. Filipa Alpendre, à enfermeira Clésia, que tratou, com uma atenção e perícia ímpares, do parto da Emília, passando por todos os outros, enfermeiros, médicos e funcionários, que connosco nos cruzaram - muito obrigada a todos e parabéns pelo vosso trabalho, nem sempre devidamente reconhecido, por quem de direito.

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