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mini-saia

O blog de Mónica Lice.

21
Set11

Entrevista a Baltasar Gonzalez Pinel (M·A·C Senior Artist)

Mónica Lice

No passado mês de Junho, ainda o Verão estava a começar, tive o privilégio de ir a Madrid, a convite da M·A·C, conhecer as tendências de maquilhagem para este Outono-Inverno, e fazer uma pequena entrevista a Baltasar Gonzalez Pinel, M·A·C Senior Artist

 

 Imagem da apresentação M·A·C.

 

O resultado dessa entrevista é agora revelado e, em breve, revelarei por aqui algumas das principais tendências em termos de maquilhagem, para os dias mais frios do ano que se aproximam.

 

Coube a Baltasar mostrar essas tendências, tendo como pano de fundo alguns dos principais desfiles de moda mundiais, onde a maquilhagem e os maquilhadores M·A·C estiveram presentes.

 

Baltasar Gonzalez Pinel durante a apresentação. 

 

Depois de feita a apresentação, foi a vez de falar com ele. São raras as vezes que se vê e ouve alguém falar com tamanha paixão do que faz - e com Baltasar é assim - fala com alma e mostra que ser maquilhador é, acima de tudo, ser artista, sem nunca descurar da mulher real, que está a ser maquilhada!

 

Aqui fica a entrevista:

 

1. Qual foi, até hoje, o seu maior desafio como maquilhador?

Até hoje, acho que o meu maior desafio foi não impor o meu critério em trabalhos que fiz e que faço. Penso que quando começas esta carreira de maquilhador, pensas que só a tua opinião é que conta, e penso que aprendi, logo na primeira fase, a escutar e, sobretudo, a entender o mundo prático da mulher, que é muito importante. Ou seja, não tentar criar continuamente divas, e uma espécie de feminização que, no final, não é mais do que criar “escravas” da beleza. Cada maquilhagem é um exercício de autodefinição, que se prende directamente com a personalidade da pessoa que está a ser maquilhada e com a sua própria cara, e não meu, enquanto maquilhador. Este foi, sem dúvida, o meu maior desafio na hora de abraçar esta profissão.

 

2. Mas a maquilhagem pode também ser uma forma de arte, certo?

Sim, a maquilhagem como forma de arte, mas a cliente é sempre mais importante que o pintor.

 

3. Actualmente, e no dia-a-dia, são muitas as mulheres que dizem não ter jeito para maquilhagem, que se queixam da falta de tempo, pela manhã, que conselhos daria a essas mulheres?

Em primeiro lugar, que procurem o máximo de resultados no mínimo de tempo possível. Isto é tecnologia! Essas mulheres devem procurar e perguntar por produtos altamente desenvolvidos tecnologicamente, que lhe permitirão uma facilidade no uso e uma maior adaptação em termos de cor.

Em segundo lugar, que se deixem aconselhar por um bom profissional. Nós, na M·A·C, oferecemos uma abertura a este mundo, aparentemente complicado da maquilhagem, através de maquilhadores de altíssima formação, prontos para resolver qualquer tipo de problema. Creio que as mulheres devem, se chegarem a um balcão  M·A·C, pedir ajuda e não sentir qualquer tipo de vergonha ou timidez. Devem aproximar-se de nós e perguntar, porque acredito sinceramente que a resposta as irá surpreender!

 

Imagem do efeito da nova máscara Opulash Optimum Black, que chega a Portugal em Outubro. É uma máscara de alongamento e volume, que engrossa naturalmente as pestanas. É indicada para olhos sensíveis e pode durar até 16 horas (€18). 

 

4. Que produtos MAC recomenda a uma pessoa que goste de se maquilhar, embora não tenha uma grande experiência?

Em relação a bases, recomendo uma nova base, que estamos a desenvolver, pondo ao limite o nosso esforço tecnológico, a base MatchmasterFoundation SPF 15, porque é uma base que se adapta a ti e ao teu tom de pele, e não tu à base. Esta base irá revolucionar o mundo da maquilhagem, dada a dificuldade que muitas mulheres têm de encontrar uma base adaptada ao seu tom de pele. Penso que estamos a voltar à ideia da cor que existe exclusivamente para ti, adaptada aos teus pigmentos, com texturas ricas, mas que são também suaves, texturas, fortes ou chamativas. Recomendo ainda uma nova máscara de pestanas que vamos ter – a Opulash Optimum Black – esta é uma máscara cujo pigmento é muito negro e luxuoso, permitindo construir as pestanas de forma muito eficaz e delicada. E convém não esquecer que há uma forte tendência para a próxima estação, ao nível da maquilhagem das pestanas, para além destas se assumirem como um dos elementos fundamentais de expressão (ao lado dos lábios) de todo o rosto. Para os lábios, recomendo um vermelho rosado denso e opaco, o novo Runaway Red, que vai resgatar a técnica de um batom cremoso e fundente, que não assusta nem dá medo aplicar e cujo resultado apetece beijar. (Nota da tradutora: os 3 produtos referidos serão lançados em Portugal já em Outubro e Novembro.)

 

Novo batom Runaway Red.

 

5. Para as mulheres com dificuldades em encontrar o seu tom de base, essa base que referiu pode ser uma boa solução para elas?

Sim, sem dúvida. Curiosamente, reduzimos o número de tonalidades disponível, isto porque a adaptação entre o tipo de tons é incrível. Podes usar sem problema e sem correres o risco de ficar com o pescoço de um tom e o rosto de outro tom (o efeito “máscara”).

 

6. Em relação às tendências Outono-Inverno, há algum novo produto da MAC, para além dos que já referiu, que seja uma boa aposta nos próximos tempos?

Pois eu acabaria por reforçar novamente a Matchmaster Foundation SPF 15, porque acho que vai revolucionar as bases de maquilhagem. A mesma estará à venda já em Novembro e, por ser um produto tão personalizado, será uma autêntico sucesso.

 

Matchmaster Foundation SPF 15 - uma base que se adapta às subtilezas de qualquer tom de pele. Estará disponível a partir de Novembro, em 14 tons distintos e ajuda a reduzir o excesso de oleosidade da pele (€37).

 

7. Nas suas viagens, nota alguma diferença nas ruas, na Europa e nos Estados Unidos da América, em termos de maquilhagem?

Penso que a Europa se está a “americanizar” e a América se está a “europeizar”. Ou seja, os EUA sempre “venderam” um look fácil e óbvio de maquilhagem, onde todos os produtos estavam bem colocados, e Paris era mais sóbrio. Neste momento, o que acontece é que Paris está cada vez mais a apostar nos looks mais fáceis e igualmente sóbrios, ao mesmo tempo que a América está a absorver todo o know-how de Milão e Paris. Penso que este é um dos grandes resultados da globalização: influenciámo-nos uns aos outros, quase de maneira involuntária.

 

8. Há alguma país onde ache que as mulheres se maquilhem especialmente bem?

Pessoalmente, não acredito em más maquilhagens. Hoje em dia, e numa perspectiva mais filosófica, cada pessoa tem o seu estilo (mais clássico ou mais freak) e maquilha-se de acordo com ele (adaptando a maquilhagem à sua personalidade).

 

9. Enquanto maquilhador, lembra-se de qual foi a maquilhagem que mais tempo demorou a fazer?

Sim, recordo-me. Foi uma maquilhagem que demorou 24 horas a ficar concluída e foi feita para uma capa de Dezembro da Elle espanhola (Nota minha: Baltazar é o responsável, com a equipa da MAC, desde há três anos, das capas de Dezembro da Elle espanhola). Tratava-se de um body painting com elementos Swarovski, aplicado um a um. Primeiro tivemos que fazer o desenho, depois aplicar os cristais, um a um, de diferentes tamanhos, para brilharem e, depois, maquilhar todo o corpo. Conclusão: no dia seguinte, só via brilhos à frente. (Risos)

 

A capa feita pelo maquilhador e a sua equipa.

 

10. E recorda-se da primeira figura pública que maquilhou e que lhe tenha causado alguma timidez?

Uma das primeiras foi uma modelo muito famosa espanhola, com carreira internacional. Estava a maquilhá-la nuns bastidores de um evento muito importante em Espanha e era uma das minhas primeiras experiências do género. Estava a colocar-lhe hidratante e disse-lhe que ira pôr um pouco mais, porque tinha a pele seca. Depois de o dizer, expulsou-me da sala de maquilhagem. Eu confesso que não percebi nunca o porquê da situação. Curiosamente, mais tarde, voltei a maquilhá-la, mas a cena não voltou a repetir-se. E claro que nunca mais teci comentários acerca do estado da sua pele.

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